Tecnologia e Ciência

Cúpula dos EUA de combate ao ransomware não inclui China e Rússia

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira (13) reuniões virtuais com líderes de pelo menos 30 países para discutir medidas de combate aos ataques de ransomware. As campanhas maliciosas resultaram em mais de US$ 400 milhões de pagamentos por resgate somente em 2020, segundo a Casa Branca, o equivalente a R$ 2,2 bilhões pela cotação do dia.

Com duração de dois dias, a cúpula online será o primeiro de muitos encontros previstos entre ministros e altos funcionários das nações convidadas. As conversas devem abordar temas como uso indevido de criptomoedas para lavagem de dinheiro, esforços para processar cibercriminosos e a diplomacia para conter os ataques.

As discussões da “Iniciativa Contra Ransomware”, como o encontro virtual foi batizado, são baseadas nos esforços da administração de Joe Biden para lidar com os grupos de criminosos virtuais. Recentemente, o presidente norte-americano anunciou investimentos para interromper toda a infraestrutura por trás dos grupos de ransomware.

US$ 81 milhões em criptomedas foram pagos em resgates relacionados a ransomware no primeiro trimestre de 2021.Fonte:  Unsplash 

Biden também pediu ao setor privado que invista em mecanismos de defesa para enfrentar as ameaças virtuais e solicitou cooperação internacional para dificultar as ações de criminosos que estariam operando impunemente em vários países. Ele falou ainda em novas ferramentas para rastrear e impedir o uso ilícito de moedas virtuais.

Rússia e China barradas

Entre os convidados para participar das primeiras reuniões da Iniciativa Contra Ransomware, duas importantes ausências foram notadas. Tanto a Rússia quanto a China não participam dos encontros programados para esta semana.

Funcionários do governo americano disseram que a falta de ações mais rígidas para combater os ataques de ransomware, por parte das administrações desses dois países, levaram os russos e os chineses a ficarem de fora da primeira rodada de discussões.

Vale lembrar que as duas nações têm sido acusadas pelos EUA de facilitar as campanhas de grupos responsáveis pelas invasões e até de financiar os ciberataques, em alguns casos.

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