Tecnologia e Ciência

Análise de The Artful Escape

Quando uma desenvolvedora tem o nome de Beethoven & Dinosaur você pode esperar duas coisas. Ou eles são muito loucos, ou eles são muito extravagantes, não é mesmo? Fico com as duas opções.

Seu primeiro trabalho no mundo dos games não poderia ser diferente do nome da empresa, trazendo algo totalmente diferente do que eu já vi até hoje no mercado, no quesito artístico e criatividade.

Ser músico ou não ser?

The Artful Escape conta a história de um garoto que vive em Calypso, no Colorado. Você é Francis Vendetti, sobrinho da lenda da música folk, Johnson Vendetti. Sua cidade respira as notas musicais produzidas pelo seu tio.

A região vive uma das maiores expectativas de sua história. Ao se aproximar da semana em que a cidade se lembra do seu tio, Francis se prepara para fazer o primeiro concerto musical da sua vida.

Mas será que isto dará certo? O garoto vive um paralelo, pois a cidade espera uma nova lenda da música folk, assim como seu familiar. Porém, dentro do inconsciente de Francis,   um estilo musical diferente respira, entrando em conflito com a personalidade do garoto.

A história muda de rumo quando você encontra um sujeito que te levará para a maior experiência interplanetária da sua vida. Isto mesmo, interplanetária!

Trilha sonora espetacular

Johnny “Galvatron”, líder da banda australiana The Galvatrons, foi o grande responsável pela produção do jogo. Eu sinceramente jamais havia escutado este grupo e me surpreendi com o que foi feito no jogo.

Impressiona o trabalho de arranjos e da trilha sonora, que com certeza levará os fãs de música ao delírio. Tanto pelo conceito, quanto como eles se encaixam perfeitamente no jogo.

Não poderia ser diferente, certo? Um game que tem como premissa levar um músico a um lugar jamais visto, dentro do seu inconsciente, tinha que ter uma trilha sonora espetacular. The Artful Escape deve concorrer ao prêmio de melhor trilha sonora do ano e vencer facilmente.

Arte de primeira

Se já não bastasse acompanhar uma trilha sonora especial, vale destacar a parte gráfica do jogo. Todo o trabalho, todos os detalhes foram colocados da melhor forma possível no título. Seja com luzes, seja com cores na medida certa.

As fases possuem tons totalmente diferentes uma das outras, e ajudam você a emergir em tudo que é construído com a guitarra de Francis.

Vale destacar alguns momentos interessantes no jogo, pois ele traz muitas referências musicais do passado. É impossível não ligar a figura de Jimi Hendrix a um dos personagens e as músicas espetaculares criadas pelo estadunidense.

Em muitos momentos nos vemos dentro das músicas que marcaram uma das lendas do passado, como Foxy Lady e All Along The Watchtower.

Também é impossível não se lembrar da capa do álbum Yellow Submarine, dos Beatles. Em uma das fases, ele está muito bem retratado, ao mesmo tempo que Francis executa todos os movimentos espetaculares de sua guitarra.

Jogando Genius?

Quem é mais antigo deve se lembrar que o grande sonho de consumo da garotada era ter um Genius. Relançado recentemente, o jogo consiste em acertar uma sequência de cores, para mostrar que sua memória está em dia.

Em The Artful Escape, o jogo funciona dessa forma, fazendo com que você acerte uma sequência de comandos executados por super monstros e chefes de fase. Nada complexo, pois o principal objetivo da aventura é viajar na maionese.

O minigame é um ponto importante de tudo o que nos cerca no game. Ele permite a Francis viajar pelo inconsciente e descobrir o seu verdadeiro eu.

The Artful Escape faz com que o jogador escolha seu futuro dentro do game. Mas fique tranquilo, pois são apenas alguns pontos, que não prejudicam sua experiência.

Por mais que o jogo tenha o desafio do minigame, não existe outro tipo de ação ao longo da aventura. Esqueça os desafios. Apenas sente no sofá e acompanhe a história.

Os comandos funcionam perfeitamente e, passear com Francis pelos cenários é gratificante. Cada pixel foi colocado em seu devido lugar, mostrando todo o cuidado que a produtora teve em passar a sensação de estarmos em um mundo utópico.

Os mundos são tão espetaculares, que em muitos momentos dá vontade de ficar parado apenas vendo tudo acontecer com aquela trilha sonora perfeita sendo tocada nas caixas de som.

Vale a pena?

Como dissemos no início deste texto, The Artful Escape é um jogo muito diferente do que foi visto no mercado de games. Todo seu pano de fundo foi muito bem construído, com uma arte diversificada e de excelente gosto.

O mesmo pode ser dito para a trilha sonora, pois sem ela, nada teria sentido no jogo. Os minigames dão uma pitada de desafio, para que a história tenha sentido e um leve toque de ação.

The Artful Escape pode afastar os jogadores que buscam um pouco mais de interação entre o controle e o jogo. Seu grande objetivo será passear por um mundo inimaginável para que Francis encontre o seu verdadeiro eu.

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