Tecnologia e Ciência

YouTube vai banir vídeos com fake news sobre as eleições dos EUA

O YouTube começou a intensificar a remoção de vídeos com desinformação sobre as Eleições 2020 nos Estados Unidos a partir desta quarta-feira (9). A medida deve resultar no banimento de diversos conteúdos produzidos por Donald Trump e seus aliados, que têm lançado dúvidas sobre o resultado do pleito realizado em novembro.

A decisão foi tomada no momento em que a maioria dos estados americanos já certificaram seus resultados eleitorais, permitindo confirmar a vitória do candidato do Partido Democrata Joe Biden. O prazo para que Trump tentasse reverter a derrota se encerrou nessa terça-feira (8).

“Diante disso, começaremos a remover qualquer conteúdo enviado hoje (ou a qualquer momento depois) que engane as pessoas, alegando que fraudes ou erros generalizados mudaram o resultado da eleição presidencial dos EUA em 2020”, escreveu a plataforma em comunicado oficial.

A plataforma usou várias ferramentas para evitar a disseminação de notícias eleitorais falsas.Fonte:  YouTube/Divulgação 

Serão excluídos vídeos como os que associam a vitória de Biden a falhas generalizadas em softwares ou a erros de contagem, por exemplo, entre outros cuja finalidade seja ludibriar o espectador. O YouTube afirmou ainda que poderá manter os conteúdos sobre fraudes eleitorais, caso eles tenham tom educativo, científico, artístico ou documentarista e não endossem tais teorias.

Combatendo as fake news eleitorais

Segundo o serviço de vídeos da Google, já foram removidos da plataforma mais de 8 mil canais e milhares de vídeos “prejudiciais e enganosos” sobre as eleições americanas, desde setembro. Quase 80% desses conteúdos acabaram sendo deletados antes de alcançarem 100 visualizações.

No combate à desinformação, o YouTube também disponibilizou painéis de informação vinculados ao recurso de resultados eleitorais do Google, fornecendo dados obtidos de fontes genuínas. Este recurso foi exibido mais de 4,5 bilhões de vezes, conforme a companhia.

Outras ferramentas utilizadas foram os painéis de informação de checagem de fatos, ativados mais de 200 mil vezes desde o pleito, e as recomendações de conteúdos noticiosos produzidos por veículos confiáveis.

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