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Pfizer e Moderna são para 'ricos' EUA e Europa, não para 'pobres'

Na manchete do Süddeutsche Zeitung, a Alemanha se prepara para começar a vacinar em dezembro, não só com a germano-americana Biontech/Pfizer, mas com a americana Moderna, recém-comprada.

Com a imagem abaixo, o Washington Post avisa que os EUA “se concentraram na distribuição interna, com Pfizer e Moderna a um passo da aprovação”, e que “União Europeia e outras democracias ricas compraram muito do que sobrou das doses iniciais”.

Com isso, “China e Rússia se apressam em compartilhar suas vacinas com as nações que lutam pelo fornecimento, posicionando-se para possivelmente expandir seus interesses políticos”.

Para evitar que isso aconteça, destaca o Wall Street Journal, a britânica “AstraZeneca se prepara para vacinar o mundo” e “planeja abastecer todas as regiões com sua vacina de baixo preço”. Ser “o fornecedor dominante para populações pobres”.

O problema é que, no título do alemão Handelsblatt, “AstraZeneca é 70% efetiva”, contra os mais de 90% de Pfizer e Moderna. E nem esse percentual é confiável. A Nature alertou desde logo que os “dados preliminares” estavam “intrigando cientistas”.

Por fim, o New York Times levou extensa reportagem à home page, descrevendo o anúncio como “obscuro, deixando muitos especialistas querendo ver mais dados antes de fazer o julgamento sobre a eficácia da vacina”.

Apontou, entre outros fatores, “o número muito pequeno de participantes, muito menos que Pfizer e Moderna, para sustentar resultados de eficácia espetacular”. E questiona se a AstraZeneca pode sequer solicitar autorização nos EUA só com isso.

MAIS RACIONAL

O chinês Global Times, ligado ao PC, se animou com os nomes de relações internacionais anunciados por Joe Biden. Na manchete digital e impressa, “China contempla conversas com equipe de Biden”.

Ouve analistas de universidades chinesas que esperam “abordagem mais profissional, racional e pragmática”, ainda que mantendo a visão de “competidor estratégico”.

MAIS PREVISÍVEL

O South China Morning Post, do grupo Alibaba, se animou em especial com o nome para o Departamento do Tesouro. “Janet Yellen vai reverter as medidas comerciais da era Trump impostas à China?”, perguntou, na manchete.

Ouvindo analistas financeiros ocidentais, destaca que “a escolha sugere engajamento mais ortodoxo e previsível dos EUA com a China em questões econômicas”.

PRIMEIRO PASSO

O NYT chamou na home page o artigo “Competição cooperativa é possível entre a China e os EUA”, de Fu Ying (imagem acima), com o subtítulo “Ex-vice-ministra do exterior propõe um caminho para a frente para as duas principais potências do mundo”.

Em tom por vezes firme, também publicado em chinês tradicional e simplificado, Fu cobra limites sobre Taiwan, Huawei e outros pontos de atrito. E propõe colaboração em clima e pandemia.

O jornal explicou a publicação com uma nota da editora de Opinião, dizendo que o artigo “dá uma visão, tanto no que diz quanto no que não diz, sobre o pensamento em Pequim” e é “até aqui a única declaração oficial, fora das platitudes usuais, sobre a eleição de Biden”. Fu Ying “estabelece os termos sob os quais seu governo planeja trabalhar com o novo governo”.

Ela “está entre as mulheres de maior posição na China, é uma pessoa importante no governo, muito mais do que seus títulos indicam, e é considerada moderada”.

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