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Palmeiras perdeu 13 de 26 cobranças de pênaltis em disputas contra Al Ahly, Flamengo, Defensa e CRB

A eliminação do Palmeiras da Copa do Brasil, contra o CRB, liga sinais de alerta no Parque Antarctica. Um deles é financeiro. No ano passado, o mata-mata nacional colocou R$ 73 milhões nos cofres do clube. Foram R$ 67 milhões de premiação e mais R$ 6 milhões de bônus pelo contrato com a Crefisa. Esta quantia não se repetirá neste ano, justamente num momento em que a diretoria salienta a necessidade de fazer adequações ao orçamento.

Os outros alertas são técnicos. O Palmeiras jogou partidas demais neste ano (48), venceu 23, empatou 12 e perdeu 13. Ou seja, a soma de empates e derrotas supera o índice de triunfos. Em casa, também é assustador. Das 20 partidas no Allianz Parque, houve nove vitórias, seis empates e cinco derrotas. O time vence menos da metade das vezes em que atua em casa.

Isto pode ter a ver com a dificuldade de fazer um estilo construtivo. Abel Ferreira faz questão de dizer que sempre buscou o equilíbrio e, mesmo nos momentos em que o Palmeiras foi chamado de melhor contra-ataque do país, sempre teve maneiras de empurrar o adversário para trás à base da posse de bola e troca de passes.

Mas é inegável que as melhores vitórias com Abel Ferreira foram marcadas pela velocidade de Rony, Wesley, William e até de Breno Lopes.

O outro sinal vermelho é das cobranças de pênaltis. O Palmeiras perdeu quatro decisões da marca fatal, contra o Al Ahly, no Mundial de Clubes, Flamengo, pela Supercopa, Defensa y Justicia, pela Recopa, e CRB, pela Copa do Brasil. Ao todo, foram 26 cobranças e 13 desperdiçadas. Um jogador, em especial, perdeu em todas as que participou: Luiz Adriano.

Afastado da Supercopa, contra o Flamengo, por Covid, o atacante perdeu pênaltis nas decisões contra o Al Ahly, o Defensa y Justicia e o CRB. Tão curioso quanto entender por que o Palmeiras perde 50% de suas cobranças nas disputas penais é saber por que Abel Ferreira tirou outra vez Raphael Veiga dos minutos finais contra o rival alagoano.

Raphael Veiga cobrou 11 pênaltis desde que chegou ao Parque Antarctica. Não perdeu nenhum.

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