Esporte

Adoração por Maradona fez pai dar a gêmeas os nomes Mara e Dona

Diego Armando Maradona morreu faz alguns dias, porém continuou, e continua, muito presente entre os argentinos, que desde então prestam suas condolências e reverências ao ex-jogador.

Um argentino em especial, todavia, homenageou seu ídolo, chamado de “D10S” (Díos) no país vizinho ao Brasil (a grafia é uma combinação de Deus com o algarismo estampado no uniforme que Diego vestia), quando “El Pibe de Oro” ainda vivia.

Além de ter o nome de Maradona tatuado em suas costas, o jornalista Walter Gaston Rotundo decidiu batizar as filhas, gêmeas nascidas em 2011, de “Mara” e “Dona”.

Hoje com 9 anos, elas são um tributo vivo ao craque que conduziu a Argentina ao seu segundo título de Copa do Mundo, em 1986, no México.

Orgulhoso, Rotundo, que mora em Buenos Aires, faz questão que Mara e Dona vistam com frequência a camisa 10, número que eternizou Maradona, cada qual com os nomes delas às costas.

Walter Rotundo, sua esposa, Stella Maris, e as filhas Mara e Dona na casa da família, em Buenos Aires (Ueslei Marcelino – 27.nov.2020/Reuters)

As gêmeas são parecidas, mas não idênticas. Mara, nascida um minuto antes de Dona, é um pouquinho mais alta e tem uma pinta na bochecha direita, que serve para diferenciá-la da “hermanita”.

Rotundo afirmou à Reuters que a primeira vez que pensou em nomear suas filhas, caso as tivesse, dividindo o sobrenome de Diego em dois foi na Copa de 1990, na Itália, quando se sensibilizou com o choro de Maradona depois da derrota por 1 a 0 para a Alemanha na decisão.

Tanto que deixou a esposa, Stella Maris, avisada de seu desejo, e ela não se opôs. O destino quis que ela engravidasse de gêmeas, e o desejo de Rotundo se concretizou sem que houvesse mais espera.

Mara declarou à agência de notícias que sempre gostou de seu nome e da história que o envolve.

“É muito bonito ter esse nome, que é maravilhoso, e o que mais gosto é de saber por que ele [o pai] me chamou assim.”

Mara e Dona, nascidas em agosto de 2011, estão com 9 anos e, como o pai, são fãs de Diego Maradona (Ueslei Marcelino – 27.nov.2020/Reuters)

Na opinião de Dona, a morte de Maradona, de parada cardiorrespiratória, foi surpreendente e chocante.

“Não posso acreditar que ele tenha morrido. Ele é uma pessoa muito boa, não merecia isso.”

Repare no tempo verbal usado por Dona ao se referir a Maradona como pessoa: o presente do indicativo.

Para ela, e para os argentinos, Maradona vive.

O corpo se foi, mas o espírito ficou, enchendo de orgulho um país que o amou talvez mais que qualquer outro personagem, certamente mais que Lionel Messi e possivelmente mais até que o papa Francisco.

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