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‘BBB21’ termina nesta terça-feira com recordes de rejeição e discussões sociais

Em quase 100 dias de duração, o “BBB21” proporcionou um turbilhão de emoções ao público brasileiro com muito choro, beijos e barracos, mas também com discussões sérias sobre racismo, colorismo e discriminação.

Maior número de participantes negros

Mosaico dos participantes do BBB 21 — Foto: Arte/Gshow

O “BBB21” foi a edição com o maior número de participantes autodeclarados negros (9): Karol Conká, Camilla de Lucas, João Luiz, Lucas Penteado, Lumena, Nego Di, Pocah, Projota e Gilberto. Foi também onde os debates sobre negritude, cor, autoafirmação e racismo mais surgiram.

‘Respeita nosso cabelo’

Durante um dos castigos do monstro, Rodolffo comparou uma peruca de homem das cavernas ao cabelo do professor João Luiz. “A gente está com o cabelo quase igual ao do João”, ele disse.

Em um jogo da discórdia, João se emocionou muito ao apontar que a fala de Rodolffo tinha sido racista. O apresentador Tiago Leifert, depois de encerrar a votação que eliminaria o cantor, conversou com a casa para explicar que mesmo “brincadeiras” podem ser ofensivas e contar como o “black power” virou símbolo de resistência.

Rodolffo foi eliminado em um paredão na mesma semana, e a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um procedimento para investigar se houve crime de preconceito racial cometido na ocasião.

Colorismo

O economista Gilberto Nogueira se declara negro. No entanto, outros participantes da casa consideraram que ele tem a pele “clara demais” para se autoafirmar como tal. O tema foi assunto em rodinhas dentro do reality e em centenas de publicações fora dele.

Diante da repercussão, a família de Gilberto disse que o economista “se declara, se considera e se reconhece como negro”. A mãe dele contou que Gil foi agredido pelo pai na infância por ter o tom de pele mais claro. “O pai achava que ele não era filho dele. Com isso, ele também apanhava e sofria perseguição”, disse Jacira.

Mais uma vez a edição precisou intervir e explicar o conceito de colorismo (os diferentes tons de pele e fenótipos) e a importância da auto declaração racial ao vivo.

O Big dos recordes

Faz três anos que o “Big Brother Brasil” vem quebrando seus próprios recordes de votação, o que mostra como o programa vem crescendo. Neste ano, o paredão entre Arthur, Camilla de Lucas e Pocah bateu recorde de votação simultânea por minuto: 3,6 milhões.

Mas houve outros três recordes não tão positivos: Karol Conká, Nego Di e Viih Tube se tornaram os participantes mais rejeitados de todas as edições do reality. Veja como foram os paredões e as porcentagens de cada um:

  1. Karol Conká, enfrentando Arthur e Gilberto – 99,17% dos votos
  2. Nego Di, enfrentando Fiuk e Sarah – 98,76% dos votos
  3. Viih Tube, enfrentando Fiuk e Gilberto – 96,69%

Lucas Penteado

O ator Lucas Penteado foi o protagonista das primeiras semanas de edição e muitos eliminados saíram pelo jeito que o trataram. O ator pediu para sair do jogo na segunda semana de programa por uma série de eventos:

  • Na segunda festa, ele brigou com vários participantes e ficou isolado;
  • Em um desses momentos, Karol Conká expulsou Lucas da mesa do almoço. A cantora xingou o ator e disse que queria jogar um copo de água na cara dele;
  • Na terceira festa, Lucas e Gilberto se beijaram no meio da pista de dança, e participantes disseram que o ator estaria usando a bissexualidade como estratégia de jogo;
  • No fim da festa, ele foi ao confessionário e pediu para deixar o reality show.

Quem tem medo do cancelamento?

As primeiras semanas do programa foram marcadas por um fantasma: o grande medo do cancelamento. A atitude pode ser um reflexo da edição passada, que deixou cancelados, investigados, mas também alavancou carreiras e deixou uma porção de influenciadores digitais.

Com níveis altíssimos de rejeição, alguns participantes foram mesmo cancelados, mas a vida e os trabalhos seguem.

Fonte
G1
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