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Cartolouco supostamente agrediu namorada em Guarujá em 2016

prints de conversas mostram participante de 'A Fazenda' conversando sobre ocorrido

Uma conversa com um amigo pelo Facebook, à qual o UOL Esporte teve acesso, indica que o jornalista Lucas Strabko, conhecido como “Cartolouco”, admitiu no começo de 2020 ter agredido uma de suas ex-namoradas. Strabko é um dos participantes de “A Fazenda”, reality show no ar desde 8 de setembro na Record. A família do jornalista disse “não ter conhecimento sobre as acusações”. Duas ex-namoradas do jornalista relatam ter mantido com ele relacionamentos abusivos, com traições, ofensas, violência física e moral. O primeiro namoro começou em 2012. O segundo terminou em 2019 e durou cinco anos. Amigos e uma testemunha ocular relatam ao menos um caso em que Lucas agrediu essa segunda namorada.

Em janeiro de 2020, um amigo próximo soube das agressões que Lucas havia cometido contra sua então namorada, que conheceu na faculdade, e resolveu confrontá-lo. Esse amigo, que pediu para não ser identificado nesta reportagem, guardou prints da conversa pelo Facebook, na qual o jornalista admite o crime e tenta se justificar. Na conversa, Lucas argumenta que estava sofrendo “há anos” com a situação, até que o amigo afirma: “O que você podia ter feito era não agredir sua namorada, cara”. Cartolouco responde: “Não justifica, mas eu não poderia ser agredido também.”

Testemunha viu uma das agressões, em março de 2016 O casal começou a namorar em 2015, quando ambos estudavam na faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Em março do ano seguinte, viajaram ao Guarujá, no litoral do estado. Após uma discussão, a mulher teria sido agredida no elevador do prédio em que estavam hospedados.

Ao investigar esse relato, o UOL Esporte conversou com a dona do apartamento e anfitriã do casal naquele dia. Ela afirma ter visto, no dia seguinte, um vídeo feito pela câmera de segurança do elevador, que confirmaria a agressão. “Pedi ao zelador a filmagem da câmera de segurança. O vídeo mostrou que eles estavam tendo uma discussão, e ele deu um tapa na cara dela. Ele vira a mão na cara dela e dá um recuo”, disse a testemunha, que também pediu para não ser identificada.

A reportagem entrou em contato com a administração do condomínio, que afirmou não possuir esse vídeo. Segundo o relato, Lucas teria em seguida intensificado as agressões e a namorada precisou de atendimento médico. O hospital Santo Amaro, do Guarujá, confirmou que a namorada de Lucas deu entrada nos dias 6 e 7 de março de 2016, um domingo e uma segunda-feira, mas afirmou não poder dar mais detalhes sobre esses atendimentos. Após sair do hospital, a namorada ficou cerca de uma semana sem ir à faculdade. Quando voltou, suas amigas notaram hematomas.

“Ela estava com um olho roxo, mas falou que tinha sido assaltada”, afirma a jornalista Flora Cruz, que também estudou na Cásper. “Dava pra perceber que tinha sido uma agressão. Nós, amigas, suspeitávamos, mas ela demorou muito pra falar que o Lucas batia nela.”

Agressões nunca foram denunciadas à polícia A história das agressões circulou entre ex-estudantes da Cásper Líbero, uma das principais escolas de comunicação social do país, mas a vítima nunca denunciou o caso à polícia e, portanto, Lucas Strabko não foi formalmente acusado.

“Quando soube o que tinha acontecido, tomei a decisão que achei que me cabia, que era cobrá-lo e tentar convencer os nossos amigos em comum a fazer o mesmo”, comentou o amigo que guardou os prints da conversa com Cartolouco.

As duas ex-namoradas de Lucas que foram contatadas pela reportagem autorizaram a publicação de suas histórias, mas preferiram não se identificar, temendo represálias. A mulher que conheceu Lucas quando os dois eram estudantes do Ensino Médio, e que se relacionou com o jornalista antes dos eventos narrados acima, afirma ter sido vítima de manipulação psicológica por causa de inúmeras traições, mas negou agressões físicas.

“Ele falava pra todo mundo que eu era louca doente. Fazia piadas com os amigos na rádio sobre mim, sobre como me traía e, se eu questionasse, ele dizia que não tinha nada a ver, que era coisa da minha cabeça. Se eu ia encontrá-lo e acontecesse de borrar o meu batom, ele falava que eu estava traindo ele.”

Fonte
UOL
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