Educação

Doria adia início das aulas para 8 de fevereiro após piora da pandemia em SP

O agravamento da pandemia em São Paulo levou o governador João Doria (PSDB) a adiar em uma semana, para 8 de fevereiro, o início das aulas presenciais na rede estadual de ensino.

As aulas nas cerca de 5.000 escolas estaduais de São Paulo teriam início em 1º de fevereiro. Professores e funcionários da educação, no entanto, devem comparecer presencialmente já na primeira semana do mês para atividades de formação sobre os protocolos sanitários.

Doria decidiu também que o estado não vai obrigar os alunos a irem para a escola durante as fases mais restritivas da pandemia, a laranja e a vermelha.

As escolas públicas e particulares poderão funcionar presencialmente com até 35% dos estudantes nessas fases, mas, ao contrário do que havia anunciado anteriormente, as famílias poderão optar por enviar ou não as crianças.

O governo de São Paulo foi um dos primeiros no país a classificar as escolas como serviço essencial para que possam permanecer abertas em qualquer momento da pandemia, mesmo em situações mais críticas, como a que vive o estado atualmente.

Ainda neste sábado (16), o secretário de Educação, Rossieli Soares, tinha aprovado deliberação do Conselho Estadual de Educação que determinava como obrigatória a oferta e presença dos alunos em 1/3 das atividades presenciais letivas deste ano. A regra estabelecia ainda que elas deveriam acontecer em todos os meses letivos a partir de fevereiro.

Segundo o secretário, a regra será alterada para que a obrigatoriedade não valha durante as fases laranja e vermelha.

“Essa regra não valerá neste momento. Não haverá obrigatoriedade nessas situações, mas a escola pode e deve abrir. Escolas não são locais vetores para a pandemia”, disse Soares.

Só nos 21 primeiros dias deste ano, o aumento de casos no estado foi de 42% ante o mesmo período de dezembro passado. Morreram 39% mais pessoas de Covid-19 também neste intervalo. Foram 62 mil novos diagnósticos e 1.100 óbitos.

Em dezembro, o governador publicou decreto autorizando a reabertura das escolas a qualquer momento da pandemia. Na ocasião, ele disse que o funcionamento presencial das instituições de ensino seria a prioridade deste ano.

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