Economia

Desconto na Black Friday ficou em torno de 27%, segundo monitoramento

A Black Friday de 2020 frustrou consumidores, principalmente em torno dos descontos anunciados. De acordo com o Procon-SP, a maquiagem de preço está sendo o principal problema relatado.

Das 280 reclamações registradas desde a tarde da última quarta-feira (25) até as 17h desta sexta (27) pelo órgão de defesa do consumidor, 77 (27%) foram sobre maquiagem de preço (desconto oferecido sobre o preço do produto e ou serviço não é real).

O Reclame Aqui, que monitora o evento desde quinta diz que os descontos estão mais baixos neste ano, em torno de 21% e 27%.

“Os descontos estão maiores em produtos menos influenciados pelo dólar”, afirma Iago Bolívar, analista especialista em estatística na live do site, que cita a inflação como motivo para a baixa redução dos preços.

Na sequência, segundo o Procon-SP, as principais queixas relatadas são sobre produto e/ou serviço indisponível e mudança de preço ao finalizar a compra.

Segundo o Procon-SP, a empresa mais reclamada até o momento é a B2W Companhia Digital, (Americanas.com, Submarino, Shoptime, Soubarato) com 27 reclamações.

Em seguida aparece Via Varejo (Casas Bahia, Pontofrio e Extra.com.br), com 19 reclamações, a Kabum Comércio Eletrônico S/A e Magazine Luiza.

Em fiscalização realizada pelo Procon-SP no estado de São Paulo, dos 275 estabelecimentos visitados pelas equipes, 193 cometiam alguma infração ao Código de Defesa do Consumidor e foram autuados.

“O principal problema encontrado foi não informar o preço adequadamente ao consumidor, como, por exemplo, informar somente o desconto em percentual sem informar o preço final,; não informar o preço anterior à Black Friday, impedindo a comparação; praticar preços diferentes no folheto e no caixa, deixando de aplicar o desconto ofertado. Outros locais ainda deixaram de disponibilizar produtos anunciados no folheto promocional”, afirma o Procon-SP.

O que dizem as empresas

A B2W Digital, dona das marcas Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato, afirma que “fortaleceu sua operação para a Black Friday e segue comprometida com o objetivo de oferecer a melhor experiência da internet brasileira, independentemente do forte crescimento no volume de vendas. A companhia está atuando para solucionar rapidamente todas as questões e ressalta que o percentual de reclamações é muito baixo em relação ao total de pedidos recebidos durante o evento”.

A Via Varejo, responsável pelas marcas Casas Bahia, Pontofrio e Extra.com, informa que antecipou o início da Black Friday e as demandas avaliadas no Procon e Reclame Aqui tratam-se, em sua maioria, de casos pontuais que já estão sendo analisados.

“A companhia reforça que, para a data promocional, está mantendo atendimento ininterrupto aos clientes via telefone, Whatsapp e redes sociais, até segunda-feira, dia 30/11. A companhia reforça seu objetivo e preocupação em oferecer o melhor atendimento e a melhor experiência de compra ao cliente”, afirma em nota.

O Magazine Luiza afirma que faz questão de ouvir e responder a todas as dúvidas e reclamações de seus clientes, “em qualquer momento do ano”.

“No que se refere às queixas registradas na Black Friday 2020 no Procon-SP, a empresa esclarece que o número total até o momento é inferior a 0,001% de todos os pedidos realizados nesta Black Friday — um volume irrisório, 17% inferior ao registrado em 2019. No Reclame Aqui, no ranking divulgado para a Black Friday, estamos bem abaixo da média registrada pelas outras empresas e dentro do esperado pelo próprio Reclame Aqui. Importante lembrar que o Magalu é reconhecido com o selo RA1000 do Reclame Aqui, conferido às empresas com excelência no atendimento aos clientes”, diz o Magazine Luiza.

Entre as dez empresas mais reclamadas no site Reclame Aqui, o Mercado Livre diz que possui um time de quase 1.000 colaboradores de experiência do consumidor, trabalhando em regime de plantão com escalas 24×7 para solucionar dúvidas e reclamações dos usuários.

“Isso representa 1/3 de todos os colaboradores que atuam no atendimento ao consumidor no Brasil. Estamos empenhados em oferecer a melhor experiência de compra e venda diariamente, inclusive nessa que é a grande data do e-commerce no Brasil. Já estamos analisando as queixas dos consumidores para respondê-las prontamente”, afirma a empresa, em nota.

A reportagem não conseguiu contato com a Kabum.

Dicas para comprar bem na Black Friday

  • Evite compras por impulso
  • Analise seu orçamento
  • Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a oferta e a confirmação do pedido
  • Antes de finalizar a compra, observe o valor do frete e o prazo de entrega
  • Confirme sempre o preço informado no carrinho virtual
  • Cuidado ao clicar em links e ofertas recebidas por e-mail ou redes sociais. Consulte sempre a página oficial da empresa
  • Desconfie de promessas muito atraentes ou de preço com valor muito abaixo do informado em outros sites
  • O site deve apresentar em local de destaque os seus dados (endereço físico, telefone, e-mail, CNPJ e nome da empresa).

Como fazer sua reclamação no Procon-SP

Quem tiver problemas com a compra em loja física ou no site na Black Friday deve registrar queixa no órgão de defesa do consumidor

Acesse o site do Procon-SP por aqui e siga as orientações

A reclamação registrada no botão “Black Friday” será enviada imediatamente para o fornecedor, que terá até dez dias para dar uma solução ao consumidor, de acordo com o Procon-SP.

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