Cidadania e Direitos Humanos

A importância do amor para o mundo moderno



Diante de tantos acontecimentos tristes, ocasionados sobretudo pelo COVID-19, como adoecimentos, mortes, Fake News, problemas de gestão pública, descaso, falta de empatia e desamor creio que devemos falar um pouco sobre uma palavra tão simples mas carregada de significado: o AMOR.

Substantivo Masculino, a palavra amor tem na sua etimologia a derivação do latim “amor,õris”, com o sentido de amizade, afeição, desejo intenso. No seu significado, o amor vai para além: é o sentimento afetivo que faz com que uma pessoa queira o bem de outra; o sentimento de afeição intensa que leva alguém a querer o que, segundo ela, é bonito, digno, esplendoroso; é o sentimento afetivo; é o sentimento apaixonado por outra pessoa; é o gosto vivo por alguma coisa; é o excesso de zelo e dedicação; é a pessoa muito querida, agradável, com quem se quer estar.

Ainda, é o sentimento de afeto que faz com que uma pessoa queira estar com outra, protegendo, cuidando e conservando sua companhia, com inclinação ditada pelas leis da natureza – como é o caso do amor materno; é o sentimento de adoração em relação a algo específico (real ou abstrato) ou a Designação do Cupido, deus romano do amor.

Nas suas expressões o amor possui diversas facetas: o amor ao próximo, que é o sentimento que leva alguém a agir com caridade, generosidade. Temos o amor à primeira vista, que é o sentimento amoroso que se tem por alguém que se acabou de conhecer. O amor cortês, um tipo de amor servil, nobre, leal do cavaleiro por uma mulher, normalmente figurado em literatura medieval e, por fim, o amor platônico, aquele amor ideal, puro, que não se pauta em desejo físico e que tem a ver com um amor impossível, não correspondido.

Vejam que a palavra sentimento o acompanha na grande maioria de suas aventuras. Nada mais justo já que possui a ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível, assim como a capacidade de se deixar impressionar, de se comover. Ainda, é a melhor expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração, de emoção. Lembra tanto a palavra empatia …

O amor é tão importante que até tem data própria: o 14 de fevereiro comumente é relacionado como o “Dia dos Namorados” ou “Valentine’s Day” para os americanos e europeus. Porém, em outras partes do mundo, a data é lembrada como o Dia Mundial do Amor. No Brasil, é relacionado ao dia 12 de Junho.

Mas qual a importância em se falar de amor ? No momento presente, basta olhar ao seu redor. Já teve a oportunidade de pensar como seria sua vida sem algum tipo de amor ? Esse sentimento que está dentro de nós a partir do instante em que nascemos, mesmo sem nada entender ? Como explicar o amor que sentimos imediatamente pela nossa mãe ?

Estudos comprovam que o pleno desenvolvimento de um ser humano brilhante, alegre e bem relacionado pode estar vinculado ao afeto recebido desde o seu nascimento.

Assim, teoricamente, o amor deveria reger as nossas vidas, desde os nossos primeiros dias de existência até o momento de nossa partida, em nosso leito de morte.

Porém, na prática, existem pessoas que falam de amor mas a realidade é que poucas sabem amar. Para isso, há a necessidade de complementar com um tipo específico de amor: o amor-próprio. Amar-se é, principalmente, cuidar de si; encerrar ciclos; entender e aprender com as experiências, curar-se e recomeçar.

Apesar de o mundo externo influenciar em sua vida, geralmente é sinalizado dentro de si o que não está bem. E a autovalorização e o investimento no processo de melhora é o caminho para a solução de seus problemas, a regeneração de sua autoestima e a partida para o exercício de amar.

No campo da saúde, diversos cientistas estudam o efeito curativo do amor e observaram que os pacientes que receberam cuidados amorosos quando hospitalizados obtiveram uma rápida recuperação em detrimento com queles que sofreram o mesmo trauma ou patologias e não tiveram visitas de amigos e familiares.
Já nos campos da psicologia e psiquiatria, pesquisas demonstram que a existência de afeto, empatia, diálogo e suporte social induz a melhoria da qualidade de vida de pessoas adoecidas, a adesão a tratamentos e a promoção de seu bem-estar emocional.

Portanto, amar é uma atitude em que se aceita o outro de forma incondicional e não se exige ou se espera nada como recompensa. Demanda se ocupar do bem-estar do outro e do meio ambiente. Para isso, ao invés de “ofertar receita pronta de vida”, amar é deixar que o outro faça as suas escolhas, respeitando seu espaço para que exista de forma plena.

Assim sendo, todos nascemos amorosos. Nestes tempos, vivemos em um momento histórico com predominância de relações de dominação, agressividades, arrogância e competição, atitudes opostas ao que se entende por ações amorosas.

Amar é, antes de tudo, um respeito pela individualidade. Permite ser vistos, ter personalidade, ser acolhido pela escuta, ou seja, existir como ser humano. Além do mais, como já dito em diversos espaços, “ter uma vida sem amar é viver num mundo com menos brilho e alegria, pois o amor é a maior emoção e sentimento que sentimos, é inexplicável e incrível”.

Façamos um favor para o mundo moderno. Vamos promover o renascimento e ressignificar infinitamente o AMOR em todas as suas formas e atitudes, seguindo o exemplo que preconiza lindamente a música Drão, de Gilberto Gil:

“Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão”

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Luiz Eduardo

Mestre em Ensino em Ciências da Saúde pela UNIFESP/SP. Consultor Técnico do Instituto Joana d’Arc (Guarujá/SP). Especialista em Gestão de Políticas Pública pela ENAP (Brasília/DF). Militante e Consultor em AIDS, Sexualidade, Direitos Humanos e Cidadania.

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