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Karol G, ser a maior diva do reggaeton não é o bastante? A ‘bichota’ quer mais que isso em novo álbum

Karol G teve um 2020 espetacular em cifras: sua música “Tusa”, parceria com Nicki Minaj, foi a canção latina número 1 nas paradas, e ela se tornou a cantora latina mais ouvida do ano.

O sucesso da música e a pandemia de Covid-19, aliados à inquietação da colombiana de 30 anos, fizeram com que ela abandonasse um álbum praticamente pronto e escrevesse, do zero, seu novo lançamento: “KG0516”, do fim de março.

Nascida Carolina Giraldo Navarro em Medellín, Colômbia, ela comemora, de sua casa em Miami, a viagem que foram os últimos 16 anos como a artista Karol G. O titulo é uma celebração à data em que seus pais assinaram seu primeiro contrato: 16 de maio de 2006.

E as músicas e parcerias são uma homenagem a todos que estiveram com ela até aqui, além de um aceno para o que ela quer ser daqui pra frente.

Em “KG0516”, a cantora vai além do reggaeton e do trap latino, gêneros que alterna desde o começo da carreira. Ela mistura ritmos tradicionais colombianos, pop, R&B, bachata e até country de olho no mercado norte-americano. Tem referência a Ariana Grande, o hit “Beautiful Girl” e inspiração em Beyoncé.

Em entrevista ao G1, ela conta como o álbum nasceu de uma montanha-russa de sentimentos.

“Neste álbum, há de tudo um pouco. Comecei a trabalhar nele ano passado, quando aconteceu toda a quarentena, que nos deixaram em casa. Montei uma equipe de pessoas com as quais queria trabalhar. Eu e quatro compositores criamos todas do zero, no estúdio”.

“Eu tinha um álbum que sairia em abril ou maio do ano passado. Aí veio a quarentena e eu tive essa oportunidade de ver tudo que tinha. Então apaguei e comecei um projeto do zero porque senti que faltava alguma coisa. Quando a gente está em turnê, gravamos no avião, escrevemos músicas no avião, em um hotel ou até no local do show.”

Quando a quarentena começou, Karol estava “no melhor momento da carreira”: Sua música dominava paradas, era a primeira vez que fazia uma turnê em estádios e arenas, e seus shows estavam quase esgotados. Ela só conseguiu fazer o primeiro, no Uruguai. “Me doeu muito. Mas talvez, sem esse tempo, não teria o que tenho hoje”.

‘Bichota’ do reggaeton

 

“Bichota” é um neologismo, apropriação da gíria “bichote”, usada para falar de alguém poderoso, que está com tudo. Era exatamente assim que Karol se sentia depois do sucesso internacional, conta.

Para isso, ela adaptou a gíria ao feminino, gravou o single, se intitulou a “bichota do reggaeton’ e adotou a palavra como sua assinatura musical. Hoje, a música está entre as 50 músicas mais ouvidas do Spotify.

“Com tempo de estar em casa e ver as coisas com calma, voltei a ver meus vídeos de quando era pequena, das primeiras entrevistas, dos primeiros shows e foi como reconhecer para mim tudo o que eu tinha feito. Foi como dizer a mim mesma ‘Uau, que orgulho’, como voltar a me apaixonar por mim. Fui para o estúdio e disse que queria fazer uma música que expressasse isso que estava sentindo.”

“Estava me sentindo muito feliz, poderosa, muito top. Fui ao estúdio e disse quero fazer uma música que se chama Bichota. Porque me sinto super Bichota e porque quero que, quando as pessoas escutem, se sintam sexys, atrativas e poderosas. E até antes de fazer, eu disse que seria meu próximo single, sem ter a letra, sem ter a música”, conta.

“KG0516”, terceiro álbum dela, tem toda essa atitude “bichota”. “Ocean”, de 2019, é o mais intimista da carreira, com algumas baladas e músicas mais sentimentais. “Unstoppable”, de 2017, foi o primeiro da carreira, com muita mistura de trap com reggaeton. Em todos eles, há muita sensualidade nas letras e nas músicas.

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