Brasil

25 de agosto: Duque de Caxias, Pacificador das elites e assassino do povo

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Na escola e nas fileiras da caserna aprendemos a cultuar Duque de Caxias, que nos é apresentado como grande herói nacional , o pacificador, o Estadista referência de militar!
 

Mas essas concepções são repletas de contradições históricas , o Patrono do Exército Brasileiro antes de tudo um aristocrata, um escravocrata , ou seja,  Luiz Alves de Lima e Silva, nascido em 25 de agosto de 1803 não era diferente dos homens  da elite dominante de seu tempo  mas teve sua figura horrenda “mitificada” por quem durante muito tempo escreveu a história do Brasil com sangue de seu povo.
 

O hino a Caxias glamouriza a violência do Estado personificada nos massacres comandados pela “flor de estadista e soldado’  nos massacres aos quais comandou, este trecho do referido hino da os devidos indícios deum revisionismo histórico vergonhoso.
 

“De vitória em vitória, traçaste

Essa grande odisséia, que vai

Das revoltas que aqui dominaste,

Às jornadas do atroz Paraguai.”

 
 

Caxias que nas forças armadas é adjetivo aquele que a principio é um militar exemplar cumpriu muito bem as missões que recebeu de massacrar o povo que era oprimido, escravizado a população negra   e que vivia na miséria isto é os que eram “livres” pois morriam de fome, de doenças  a mercê da nobreza, dos latifundiários e dos aristocratas  cujos herdeiros ainda mandam no Brasil.
 

As revoltas que fala a música eram levantes populares contra as atrocidades cometidas pelo Estado, por exemplo o massacre de Porongos, também aprendemos na escola sobre a tal revolução Farroupilha onde os Estancieiros, leia-se latifundiários escravocratas    que entre as reinvindicações estavam a redução de impostos, na época o Brasileira dividido em Províncias e o Rio Grande do Sul palco do confronto contra a Regência era a Província de   são Pedro do Rio Grande do sul, vale ressaltar que os movimentos separatistas que hoje ainda existem já ocorriam na época.
 

Com a promessa de serem libertados os negros escravizados aceitaram lutar ao lado dos brancos latifundiários escravocratas em uma luta que não era sua , não dá para aprofundar-se nesse episódio mas como muita coisa no Brasil esse episódio acaba em um acordão entre os proprietários e o Governo
 

Durante esse processo chegou a ser proclamada a República Riograndense  que teve que buscar em seu território recursos bélicos e humanos para o confronto , após o acordão das elites o General riograndense Canabarro ordenou que os negros fossem desarmados e aguardassem no Arroio de Porongos, mas acontece que tudo fazia parte de um plano maior temendo uma rebelião negra, ainda mais com os escravizados  agora  com experiência de combate  .
 

Uma vez que os lanceiros negros, que inclusive lutavam descalços estavam despreparados em determinado local aguardando as novas instruções e a sonhada alforria , Duque de Caxias o herói  comandou um massacre secreto onde segundo relatos históricos foram mortos mais de mil negos de forma covarde , aliás covardia era marca desse monstro que a história enche de brio, uma traição como tantas outras que a história nos mostra contra a população negra .
 

Outro massacre ocorreu no Maranhão onde a população pobre sofria na mão das elites, onde inclusive o exercito prendia pobres indesejados como forma de recrutamento forçado para as Forças de Repressão, o clima já era tenso fome, miséria e atrocidades faltavam pouco para que um levante popular ocorresse até que um dia Manuel Francisco dos Anjos viu sua filha ser estuprada por policiais isso somado a prisão do irmão do vaqueiro Raimundo Gomes eboliu uma grande rebelião popular contra o autoritarismo e abuso das oligarquias dirigentes do Maranhão o ano era 1838, um certo coronel foi enviado como comandante das armas da província que era? Sim ele Caxias comandou um massacre que deixou cerca dez mil mortos , contra um legitimo levante popular de homens armados em sua maioria de facas e foices .

Aaahhh, mas houveram outros precisa falar da guerra do Paraguai? Calcula-se que 69% da população do Paraguai foi dizimada, crianças foram mortas sob o comando do herói da Regência, além de destruir a economia do país que até hoje não se recuperou , enfim não pretendo me aprofundar nessa coluna apenas lembrar que o Brasil tem heróis de verdade , aos quais os livros de história omitem . como o General Abreu e Lima um libertador das Américas e ainda lutou na Revolução Pernambucana , só pra lembrar lutou ao lado de Simon Bolívar.
 

Mais recentemente outros militares tinham sim sentimento de pátria, de nação e lutavam contra as opressões, Luiz Carlos Prestes, Lamarca, Marighela, Dinarco Reis e outros como, por exemplo, Gregório Bezerra, mas para isso é preciso antes de tudo se apropriar da concepção de pátria e nação, tão distorcida pela escória entreguista  que comanda hoje o país , construir um exercito de fato popular e patriota ainda é um grande desafio que nenhum Governo empenhou-se pois ou aprimorou o caráter golpista e submisso das forças armadas, ou foi omisso diante da possibilidade de iniciar amenos uma reforma nesse sentido, enfim é só voltar aos livros de história, sugiro ler outro militar o General e historiador  Nelson Werneck Sodré, quanto ao Caxias que um dia seu real lugar na história o contemple o de verme aristocrata genocida.
 

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