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Suman e secretário tinham dinheiro escondido em três endereços e em caixas de máscaras em gabinete

Mais de R$ 40 mil foram encontrados escondidos dentro de caixas de máscaras de proteção facial no gabinete da prefeitura, aponta PF em documentos.

Válter Suman, Prefeito de Guarujá, é investigado por ser suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 109 milhões da área da Saúde. Ele e Marcelo Nicolau, Secretário de Saúde, foram presos em flagrante pela Polícia Federal, na última quarta-feira (15), mas foram soltos no último sábado (18), após a Justiça Federal conceder a liberdade provisória aos dois.

Durante entrevista coletiva, após a sua soltura, Suman disse que o dinheiro encontrado na casa dele pela Polícia Federal foi obtido por lucros de uma propriedade rural do interior que estaria, ainda segundo ele, declarada no Imposto de Renda. A PF, no entanto, aponta nas investigações que os valores apreendidos não foram declarados em Imposto de Renda e não condizem com o poder aquisitivo dele e do secretário.

Quase R$ 2 milhões foram apreendidos pela PF em imóveis ligados ao prefeito e secretário de Educação de Guarujá, SP — Foto: Reprodução/Polícia Federal

Em um apartamento localizado na Rua Cesar Vallejo, em São Paulo (SP), foram apreendidos R$ 1.315.000.

A Polícia Federal também localizou R$ 42.600 em dinheiro no gabinete do prefeito de Guarujá. Segundo os policiais, a quantia estava escondida no interior de caixas de máscaras de proteção facial.

No apartamento do prefeito Válter Suman, em Guarujá, foram localizados R$ 70.082 em dinheiro, além de 312 unidades de joias e um relógio Rolex.

A PF ainda encontrou R$ 300 mil em dinheiro no interior de um imóvel de alto padrão localizado em Santos.

Valores não declarados

 

Para a PF, é “certo que tais valores não constam declarados em Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) dos conduzidos e a veemente incompatibilidade de poder aquisitivo deles, fatos estes que se amoldam ao art. 1° (modalidade ocultação) da Lei de n° 9.613/1998 – lei de lavagem de dinheiro”.

Isso porque, antes da Operação Nácar, conforme a PF explica no documento, a Justiça autorizou a quebra de sigilo fiscal dos investigados e os policiais tiveram acesso aos dados declarados pelos políticos à Receita Federal, identificando que o dinheiro apreendido não foi declarado.

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