Guarujá

Em quatro anos, Guarujá aumenta em 800% avaliação de qualidade do ar e recebe reconhecimento

Quando comparadas, notas de 2017 e 2020 do programa Município VerdeAzul, do Governo do Estado, apresentam uma diferença de mais de oito pontos, saindo de 0,9 para 8,45

A avaliação da qualidade do ar em Guarujá cresceu significativamente em quatro anos. O Município saiu de uma nota 0.9, registrada em 2017, para 8.45, conquistada em 2020. O aumento em mais de oito pontos, medido pelo Programa Município VerdeAzul (PMVA), do Governo do Estado, não se traduz apenas em melhoria na condição de vida dos moradores: também contribuiu para a certificação inédita da Cidade no PMVA, que realiza a análise deste e outros dados desde 2007.

Monitoramento constante e ações efetivas para melhorar a qualidade do ar foram as principais atitudes adotadas para que se chegasse ao resultado. A começar pelo Atlas da Poluição, que analisou o impacto ambiental das atividades portuárias na poluição atmosférica de Vicente de Carvalho com um sistema inovador, que inclui o uso de bromélias. O estudo, realizado em parceria com duas universidades, rastreou a natureza dos poluentes emitidos na região.

A partir dele, uma das ações imediatas foi ampliar o arbóreo urbano da Cidade. Isso porque, em um ano, uma só árvore é capaz de filtrar cerca de 30 quilos de poluentes do ar, além de ter um poder de resfriamento equivalente a 10 aparelhos de ar-condicionado funcionando continuamente. Em quatro anos, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) plantou pouco mais de 3.000 árvores, e só neste primeiro semestre, mais 1.000 serão semeadas.

“É preciso entender o cenário para planejarmos ações efetivas. Foi o que fizemos para garantir uma melhoria significativa na qualidade do ar na Cidade. A certificação do Programa Município VerdeAzul, com nota tão superior a de quatro anos nesse quesito, mostra o quanto evoluímos nesse e em outros aspectos”, comemora o titular da Semam.

Arborização urbana também é destaque positivo

O conceito de arborização urbana não é o de apenas expandir a quantidade de árvores plantadas pela Cidade. A nota zero, recebida em 2017, só foi transformada em 8,56 graças à junção de estudo, planejamento e a execução dos plantios de forma condizente com as condições do Município.

O primeiro passo foi identificar as principais espécies plantadas nos bairros, em especial aquelas que ofereciam risco iminente de queda, principalmente as da espécie ficus, que apesar de suas belezas, são extremamente nocivas, com raízes capazes de destruir galerias pluviais, de esgoto, fiações e até fundações, podendo comprometer propriedades.

Após essa fase, foi iniciada a substituição dessa espécie por outras que oferecem benefício e não colocam em risco as civilizações. Mais de 500 árvores do tipo ficus já foram trocadas.

Sustentabilidade

O Município também teve destaque em outro critério da avaliação, quando garantiu crescimento significativo no índice que avalia as ações de sustentabilidade colocadas em prática por cada cidade. Guarujá saiu de uma nota 3,5, em 2017, para 8,8, em 2020.

Ainda de acordo com o secretário de Meio Ambiente, o resultado é fruto de um conjunto de iniciativas capazes de impactar positivamente as pautas ambientais, econômicas e sociais.

A oferta de soluções sustentáveis vai desde a possibilidade de o munícipe separar o seu lixo reciclável e entregá-lo em um Ponto de Entrega Voluntário (PEV) ou ter seu endereço incluído na rota da coleta até a capacitação oferecida a vendedores ambulantes, para que sirvam alimentos mais saudáveis e com menores impactos ao meio ambiente.

Conselho Ambiental

Também foi reconhecida a atuação do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema). A nota 2, de 2017, subiu para 10, em 2020. “Foi por meio do Condema que grande parte das pautas que colocamos em prática foram executadas, não só na área ambiental. O grupo de trabalho oferece ideias, ajuda no planejamento e discute formas de colocá-las em prática”, explica o secretário de Meio Ambiente.

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