Guarujá

GUARUJÁ: Ambulantes protestam após medida contra guarda-sol e cadeiras de praia

O protesto acontecerá novamente amanhã por volta das 17h e esperam por uma decisão positiva da Prefeitura

Na tarde desta segunda-feira (7) dezenas de ambulantes da cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, se reuniram em frente à Prefeitura da cidade para protestar à respeito da decisão de proibir novamente guarda-sol e cadeiras por toda a extensão de praias, evitando que turistas venham passar os finais de semana do fim de ano no litoral.

A decisão vem apavorando diversos ambulantes que contavam em recuperar seus prejuízos agora no final de ano, na famosa “temporada”. A cidade vem com um histórico a respeito deste assunto, sempre sendo rigorosa com a questão de permanência da população nas praias, e demorou para liberar este acesso.

Os ambulantes só tiveram liberação para trabalharem novamente antes das eleições, e agora, logo após o término da mesma, a fase amarela tomou conta de todo o Estado e a proibição voltou. Por este motivo, os ambulantes decidiram protestar seus direitos e lutar por suas famílias que dependem do lucro vindo de suas vendas para sobreviver.

A equipe ISN conversou com uma das ambulantes que estiveram no protesto. Ela afirma que no ato de hoje, cinco ambulantes que estavam no local, entraram na Prefeitura para falar com algum responsável que pudesse ouvir seus questionamentos, mas não tiveram resposta. Amanhã (8), por volta das 17h voltarão até a Prefeitura pedindo alguma posição.

A Prefeitura de Guarujá informou em nota a equipe do ISN Portal: “Uma comissão com cinco ambulantes foi recebida numa reunião no Paço Municipal Moacir dos Santos Filho nesta segunda-feira (7), no início da tarde, por secretários e técnicos municipais. Na ocasião, a comissão foi informada de que a atividade dos ambulantes nas praias está autorizada e não sofreu quaisquer novas restrições após a reclassificação para a Fase Amarela do Plano São Paulo, devendo ocorrer com os devidos cuidados profiláticos (uso de máscara, disponibilização de álcool em gel e faixa limitadora que permita distanciamento de 1,5 metro entre os clientes e os carrinhos).

Em relação à proibição de cadeiras e guarda-sóis aos banhistas na faixa de areia, foi informado que trata-se de medida com o intuito de evitar aglomerações, considerando o aumento gradual no índice de ocupação de leitos Covid na Cidade nas últimas semanas e a necessidade de evitar nova reclassificação do Plano São Paulo em janeiro para as fases laranja ou vermelha, o que demandaria medidas ainda mais austeras, até mesmo à interdição total da faixa de areia das praias, o que já aconteceu no início da pandemia, há alguns meses.”

Em um dos vídeos que o Portal ISN teve acesso, mostra uma das protestantes questionando o porquê os restaurantes podem funcionar, mesmo com históricos de lotação. Veja:

 

Continue lendo

Artigos relacionados